domingo, 13 de março de 2011

A dançante revolução do amor

Preguiçosa do almoço de domingo, ela procurava cenas de filmes na internet. Não buscava nada específico. Dava preferência àqueles que, sendo leves, não agregariam dificuldades à digestão. Abria, fechava, abria, ria um pouco, fechava; nada de grandes emoções. Acabou se lembrando da cena final de Dirty Dancing e optou por vê-la inteira. Mesmo nessa hora do dia, um pouco de romance não iria mal. Já antecipando o prazer de ver os atores dançando, a princípio não entendeu bem a grande quantidade de ofertas do que parecia ser a mesma cena. Por que tanta gente se daria ao trabalho de postar a mesma coisa no YouTube? Fiel ao vagabundo espírito anterior, começou abrir várias abas. Foi aí que os viu. Lílian e Victor. Atilla e Carol. Celo e Mari. Rose e Gilmar. Jen e Tony. A mesma música, diferentes edições da mesma coreografia. Esquecida do camarão, da preguiça e da vontade de ver ficção, passou a, sistematicamente e com afinco, pesquisar os vídeos. Tinham muito em comum. Cenário: Festa de casamento. Figurino: terno e vestido de noiva. Público: divertindo-se, feliz. Passou a fazer comparações. Lílian sorria mais bonito do que Jennifer Grey. Atilla não era tão charmoso quanto Patrick Sawyze, mas, para ele, nobody puts his Carol on the corner. O filme era de 1988, mas, em 2010, ainda dava o tom da emoção. Às vezes, é bonito quando a vida imita a arte.

Um comentário:

  1. Ameiiiiiii e concordo plenamente!
    Este filme marcou minha adolescencia...e ainda viajo quando ouço a musica......
    Arte tambem conseguir expressar uma sensaçao tao corriqueira em palavras e comparaçoes tao "diferentes" do habitual.
    Abraços

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